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CAPITAL TRANSNACIONAL

Investimentos financeiros em grandes projetos que prometem “desenvolvimento e progresso”, mas beneficiam a uma classe endinheirada e dominante globalmente inserida na lógica de produção de lucro do sistema capitalista. Na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o capital transnacional dá forma aos megaeventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, ou grandes empreendimentos, como as indústrias pesadas que avançam sobre os nossos territórios como se fossem vazios, destituídos de história e de gente.

 

Há, com isso, um grande impacto nas formas de organização da vida social e política nos bairros e junto às comunidades tradicionais, gerando morte, impactos socioambientais, desigualdade, violências e injustiça, atingindo agricultoras, agricultores, pescadoras, pescadores, marisqueiras, principalmente mulheres, jovens e crianças e a natureza. Marca o dia a dia das disputas pelo quintal, pelo rio e asfalto, pois não reconhece limites nem fronteiras para suas ambições. Explora e expropria a vida aonde quer que chegue e manda as riquezas produzidas nesses territórios sempre para longe.