

Sem água não há vida, por isso ela deve ser um bem de toda a população e não uma mercadoria acessível somente a quem pode pagar. Na Zona Oeste, este direito é violado pelo Estado, que não investe em políticas públicas para garantir distribuição, saneamento e controle ambiental, mas legitima o desvio e canalização de rios assim como a exploração comercial irregular para benefício dos interesses das grandes empresas: indústrias poluentes da cadeia da mineração e siderurgia, parques aquáticos, empreendimentos imobiliários.
Tais ações geram impactos como o secamento de nascentes, cachoeiras, lagos e a redução das florestas, mangues e terrenos alagadiços. Além disso, ainda vivenciamos a total falta de água em algumas comunidades e favelas estrategicamente desassistidas, vizinhas de áreas formadas por mansões e condomínios com água canalizada, piscinas e altos níveis de consumo.
A mineração de brita, saibro e outros componentes da construção civil nos territórios também impactam a Mata Atlântica e as populações que resistem nos maciços do Rio de Janeiro.